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Do triângulo escaleno desenhado no imaginário pelas agudizadas diferenças geográficas dos membros dos defuntos Adorno, que se esticam e desdobram em viagens entre Nova Iorque, Barcelona e Lisboa, emergem os transatlânticos Papaya, fruto tropical que se abre de encontro ao cocuruto e se degusta em violentas dentadas, numa explosão de sabor intempestivo.

Um sonoro grito do Ipiranga evocado enquanto em corrida desenfreada imediatamente antes de um salto de cu para a água que inunda os insuspeitos veraneantes em redor e suas chaise-longues, Papaya é a celebração entusiástica de um clima tropical ardente na forma das mais desgarradas guitarradas e das mais hipnóticas percussões, e um manifesto punk de bermudas e havaianas.

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